A doença de Creutzfeldt-Jakob pode ser considerada uma variante da encefalopatia espongiforme bovina (EEB), também conhecida como "doença da vaca louca". Ela faz parte das encefalopatias espongiformes subagudas, que é um grupo de doenças do Sistema Nervoso Central causadas por vírus, nesse caso conhecidos como "vírus lentos" ou prions. A doença de Creutzfeldt-Jakob foi descrita pela primeira vez em 1920 e interessa à psiquiatria na medida em que resulta em Demência. Embora seja uma forma bastante rara de demência, pelo menos até agora, com uma incidência de 0,5 a 1,5 casos por milhão a cada ano, seu prognóstico é extremamente grave. A característica essencial de Demência Devido à Doença de Creutzfeldt-Jakob é a clássica tríade clínica de outras demências; prejuízo da memória, movimentos involuntários e atividade EEG sugestiva. Existem quatro formas de doença de Creutzfelt-Jakob: esporádica, iatrogênica, familiar e a nova variante (atípica ou da ‘vaca louca’). A forma esporádica da doença, que corresponde a 85% dos casos, parece não ter variação sazonal e nem fatores de risco associados. A forma familiar é responsável por 10 a 15% dos casos, que apresenta um padrão de transmissão do tipo autossômico dominante. Outra forma, a iatrogênica, é igualmente de natureza transmissível, principalmente em ambientes hospitalares e cirúrgicos, principalmente em neurocirurgia. Finalmente, até 25% dos portadores podem ter a apresentação atípica, confirmando-se a doença apenas por biópsia ou autópsia, com a demonstração de alterações neuropatológicas espongiformes ocasionadas pelos vírus. Sintomas Prognóstico Na maioria dos indivíduos, o eletroencefalograma no início do quadro este pode ser normal mas, com a evolução do quadro, em mais de 80% dos pacientes o traçado é típico e revela descargas agudas periódicas, freqüentemente trifásicas e sincrônicas em uma taxa de 0,5-2 Hz em algum ponto durante o curso do transtorno. Assim como acontece com o eletrencefalograma, a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética podem ser normais, entretanto, com a progressão da doença esses dois exames mostrarão uma atrofia cerebral generalizada e hiperdensidade nos gânglios da base. O diagnóstico laboratorial pode ser com a pesquisa de uma proteína chamada 14-3-3 no líqüor de pacientes com quadro de demência progressiva. Essa proteína tem sensibilidade de 96% e especificidade de 99% para doença de Creutzfeldt-Jakob. O exame anátomo-patológico do tecido cerebral dá o diagnóstico de certeza. Nesse exame podem ser vistas as alterações espongiformes, compostas de vacúolos redondos, pequenos, que podem se tornar confluentes, astrocitose e significativa perda neuronal. É sempre bom lembrar da doença de Creutzfeldt-Jakob diante de um quadro demencial claramente progressivo e acompanhado de mioclonias.Segundo Marco Antonio Lima, os diagnósticos diferenciais importantes são sífilis terciária, panencefalite esclerosante subaguda, intoxicação por bismuto, lítio ou brometos, e casos de doença de Alzheimer que apresentam mioclonias. Doença da Vaca Louca Os animais apresentavam sinais de ansiedade e comportamento agressivo, evoluindo então com ataxia (dificuldades da marcha) e emagrecimento. Depois, entre duas semanas e seis meses o animal morria. Entre 1994 e 1997, também na Inglaterra, surgiram 22 casos de uma nova forma de encefalopatia espongiforme em humanos. Os indivíduos acometidos eram em média mais jovens do que aqueles com a Doença típica de Creutzfeldt-Jakob (29 anos em média) e, diferentemente desta, a nova encefalopatia começava com alterações psiquiátricas e neuro-sensitivas (parestesias e disestesias), evoluindo com dificuldades para a marcha (ataxia cerebelar) e demência progressiva em todos os casos. A evolução dessa nova doença até a morte foi, em média, de 14 meses. As alterações anátomo-patológicas mostravam extensas placas amilóides no tecido cerebral, semelhantes à um tipo de encefalopatia da Nova Guiné, associada ao canibalismo. Era a nova forma, atípica, da Doença de Creutzfeldt-Jakob. |
segunda-feira, 9 de março de 2009
Doença de Creutzfeldt-Jakob
Enurese
A enurese (micção noturna) é um problema constrangedor e difícil para a criança. Sua auto-estima pode ficar abalada. Dormir fora de casa pode se tornar uma tortura, e até mesmo cogitar ir para a casa da avó ou para um acampamento pode criar um enorme peso para a criança que faz xixi na cama. A enurese também é um problema que aflige os pais preocupados com o bem-estar do filho.
É importante entender que a enurese não significa mau comportamento. Não é intencional e a criança não é culpada. Se tiver um filho que faça xixi na cama, lembre-se de que essa criança merece maior atenção para resolver o problema.
A criança que geralmente urina na cama tem uma bexiga pequena e imatura. Como é incapaz de prender a urina durante a noite, faz constantemente xixi na cama enquanto dorme.
Há também crianças que já tiveram o controle da bexiga, mas o perderam. Esse tipo de enurese está provavelmente relacionado a problemas emocionais ou orgânicos. Dentre as causas emocionais encontram-se situações de estresse ou medo, como a mudança para uma nova casa, o nascimento de um irmãozinho ou a separação dos pais. Esses estresses podem fazer com que a criança regrida a um padrão comportamental anterior. A enurese decorrente de estresse é geralmente temporária. Os problemas orgânicos incluem infecções do trato urinário, que podem irritar a uretra e a bexiga e interferir em seu funcionamento normal; lesões obstrutivas do trato urinário e problemas da espinha dorsal que interferem nas sensações e no controle voluntário da bexiga. As crianças com diabetes ou anemia perniciosa talvez tenham dificuldade em concentrar a urina e normalmente urinam maiores quantidades, às vezes a ponto de fazer xixi na cama à noite. Uma alergia ou sensibilidade a alimentos também pode causar enurese, pois os alimentos sensibilizantes podem irritar a bexiga. Esses problemas devem ser diagnosticados e tratados pelo médico do seu filho. O mais importante a se considerar em relação à enurese é entender o crescimento e desenvolvimento normais do seu filho, de forma que suas expectativas sejam realistas. Com o crescimento do seu filho, sua bexiga torna-se capaz de conter cada vez mais urina. Só quando a bexiga da criança é capaz de conter cerca de uma xícara e meia de urina é que dormir a noite inteira sem fazer xixi na cama passa a ser fisicamente possível.
Outra exigência é o desenvolvimento do controle neuromuscular necessário para controlar a micção. Como isso ocorre, em geral, aproximadamente aos quatro ou cinco anos, é tolice pensar que a criança que ainda não tem essa idade possa dormir sem fazer xixi na cama. Além do mais, o crescimento e o desenvolvimento variam de criança para criança. O controle total da bexiga pode ocorrer apenas aos cinco ou seis anos de idade.
À medida que a criança cresce e aprende a controlar a bexiga, é normal haver épocas em que dormirá tranqüilamente a noite toda, sem fazer xixi na cama, e é igualmente normal haver períodos de regressão e enurese. Respeite o crescimento e o desenvolvimento individuais do seu filho e dê-lhe sempre seu apoio e carinho.
TRATAMENTO CONVENCIONAL
Depois que o médico do seu filho tiver diagnosticado um problema físico como a causa da enurese, há remédios vendidos sob receita médica que podem ser úteis. O DDAVP (acetato de desmopressina) é um remédio cada vez mais receitado. É um spray nasal que aumenta a produção do hormônio antidiurético, ajudando o corpo a reabsorver água e, portanto, reter a urina. Algumas crianças que fazem xixi na cama à noite talvez não produzam quantidade suficiente desse hormônio; o DDAVP pode ser a solução para elas.
A imipramina também é receitada para enurese, mas menos do que antigamente. Esse medicamento pode reduzir a irritabilidade da bexiga de forma que a criança sinta contrações menos freqüentes e de menor intensidade. Também pode ter efeitos colaterais desagradáveis, inclusive nervosismo, agitação, problemas de sono e distúrbios gastrointestinais brandos. A imipramina não é recomendada para crianças com menos de seis anos e é geralmente receitada por períodos de até três meses. E, infelizmente, não há nenhuma garantia de que seu filho se livrará da enurese depois que parar de tomar o medicamento.
A modificação comportamental é uma abordagem geralmente usada. Pode compreender uma série de técnicas diferentes, inclusive o uso de uma campainha, hipnose e terapia de relaxamento, bem como exercícios de Kegel, que ajudam a treinar os músculos da bexiga.
DIRETRIZES ALIMENTARES
Muitos casos de enurese podem estar relacionados a alergias alimentares. Você talvez queira tentar eliminar da dieta alguns itens para ver se seu filho é alérgico. Leite, laticínios, frutas cítricas e trigo são os alérgenos mais comuns. Se eliminar esses alimentos, principalmente o leite, da dieta do seu filho, a enurese pode diminuir.
Eliminar o açúcar da dieta da criança, principalmente à tarde e à noite, é muitas vezes útil.
SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS
Uma fórmula líquida que combine cálcio e magnésio é útil para a criança que faz xixi na cama devido ao nervosismo. Esse suplemento ajuda a relaxar o sistema nervoso. O líquido não tem um sabor desagradável e pode ser facilmente dado à criança isoladamente ou misturado ao suco. Dê ao seu filho uma dose, duas vezes ao dia, uma pela manhã e a outra na hora de dormir.
TRATAMENTO FITOTERÁPICO
Uma combinação de camomila, maracujá, escutelária e tília é um remédio tradicional para ansiedade. Essas ervas relaxam o sistema nervoso, que pode estar agitado e, portanto, contribuir para a enurese. Dê ao seu filho uma ou duas doses de chá feito com essas ervas à noite (após o jantar).
Observação: A escutelária não deve ser dada a crianças com menos de seis anos. Se seu filho tiver menos de seis anos, faça um chá com apenas camomila, maracujá e tília.
HOMEOPATIA
Procure na lista a seguir o medicamento específico para o sintoma, baseando-se para isto na semelhança entre as características do remédio e os sintomas do seu filho. Dê ao seu filho uma dose às 15:00 horas e outra antes de dormir. Independente do remédio ou da combinação de tratamentos que escolher, espere de dez dias a duas semanas para observar uma mudança no comportamento do seu filho. Além dos remédios analisados a seguir, há remédios homeopáticos compostos feito para enurese, muitas vezes úteis, que podem ser encontrados em farmácias homeopáticas e lojas de produtos naturais maiores. Da mesma forma, você talvez queira consultar um homeopata para descobrir um remédio constitucional para seu filho.
Calcarea phosphorica 9ch é recomendada para a criança agitada que muitas vezes urina pequenas quantidades durante a noite e raramente acorda quando isso acontece. É muito difícil acordar esse tipo de criança.
Causticum 9ch ajudará a criança de aparência fraca e pálida, com um rosto que denota doença, geralmente com olheiras. No caso dessa criança, a enurese normalmente diminui no verão, mas piora no outono, no inverno e na primavera. Causticum é muitas vezes usado com sucesso em crianças que fazem xixi na cama logo que adormecem.
Equisetum 9ch é útil para a criança que ensopa a cama. Essa criança pode ser queixar de dor na parte inferior do abdome. Normalmente, sonha muito, com pesadelos que a despertam.
Precaução: A criança com dor abdominal deve ser examinada por um médico, para descartar a possibilidade de uma infecção.
Lycopodium 9ch é indicado para a criança difícil e inteligente que muitas vezes tem aparência a atitude de pessoas mais velhas. Essa criança geralmente encharca a cama tarde da noite.
Pulsatilla 9ch é útil para a criança que tende a ser muito sensível. Essa criança demonstra uma enorme urgência de urinar durante o dia ou a noite, mais exacerbada ao se deitar.
Sépia 9ch é para criança que geralmente faz xixi na cama durante as duas primeiras horas de sono.
RECOMENDAÇÕES GERAIS
Nunca ridicularize, bata ou repreenda a criança por urinar na cama. O castigo não surte nenhum efeito. Em vez disso, elogie-a e recompense-a quando não acontecer.
Depois que você tiver certeza de que seu filho é mental e fisicamente capaz de não fazer xixi na cama, dê inicio às seguintes recomendações.
Tente limitar a quantidade de líquido que seu filho bebe após o jantar.
Faça com que seu filho urine uma hora antes de dormir, novamente meia hora antes de dormir e mais uma vez na hora de ir para a cama.
Dê ao seu filho um suplemento líquido de cálcio e magnésio.
De acordo com o tipo do seu filho, escolha um preparado homeopático. Se nenhum dos remédios parecer-lhe exatamente adequado, experimente um composto ou consulte um homeopata que lhe dê um remédio constitucional.
Exercícios de dilatação da bexiga podem ser úteis. Compreendem incentivar seu filho a reter a urina o máximo de tempo possível enquanto bebe muito líquido, a fim de aumentar a capacidade de volume da bexiga. Isso pode ser feito de forma sistemática, uma ou duas vezes ao dia, fazendo com que seu filho espere durante um período curto, determinado (por exemplo, de dois a cinco minutos) depois que sente vontade de urinar.Você pode transformar isso em um jogo. Até mesmo uma criança pequena pode "dançar" enquanto vê o ponteio dos segundos do relógio. À medida que seu filho for desenvolvendo controle durante intervalos curtos, o período de espera pode ser aos poucos aumentado. A paciência é essencial mas compensadora quando se usa essa técnica.
A técnica da interrupção do fluxo é outro método que talvez seja útil para ajudar a criança a desenvolver controle. Compreende ensinar seu filho a parar e começar a urinar várias vezes no meio do fluxo, enquanto urina.
Os exercícios de visualização ajudam algumas crianças. Tente ensinar seu filho a se imaginar indo para cama, sentindo a bexiga cheia e acordando para ir ao banheiro.
Programas de tratamento abrangentes que adotam várias abordagens diferentes apresentam altos índices de sucesso. Os exercícios de dilatação da bexiga, de interrupção do fluxo, terapia e visualização podem ser combinados.
Fazer seu filho lavar os lençóis molhados e colocar lençóis limpos na sua cama pode ser eficaz para estimular sua participação. Contudo, se você estiver com raiva ou aborrecida por ter que mudar a roupa de cama, seu filho perceberá. Continue dando seu apoio, como se nada tivesse acontecido.
Muitos pais precisam de orientação e apoio para abordar esse problema complexo. Contactar um terapeuta antes de implementar qualquer um desses programas é altamente recomendado.
Independente da abordagem que escolher, é de suma importância que você -e seu filho - participem e sintam-se otimistas. Para que qualquer intervenção tenha sucesso, seu filho deve estar disposto a participar.
PREVENÇÃO
Devido aos inúmeros fatores envolvidos no desenvolvimento físico e mental do seu filho, a enurese não é algo que você possa realmente prevenir. Com o tempo, o problema acabará sendo resolvido, embora as diretrizes sensatas esboçadas nessa seção ajudem. Lembre-se sempre de que a enurese pode ser tratada com métodos suaves. Castigar ou envergonhar seu filho de nada adiantam. Na verdade, o castigo muitas vezes piora o problema e pode fazer com que filho demore ainda mais para superar suas dificuldades.
QUANDO CONSULTAR O MÉDICO SOBRE ENURESE
Se seu filho começar a fazer xixi na cama de forma constante e também demonstrar sintomas claros de maior sede, maior freqüência e quantidade de micção, fadiga, maior apetite e/ou perda de peso, consulte seu médico. Esses sintomas também podem indicar diabetes.
A criança que faz xixi na cama e se queixa de dor abdominal deve ser examinada por um médico. Pode ser sinal de uma infecção subjacente.
Esôfago de Barrett
O que é?
É uma condição que atinge a porção inferior do esôfago, alterando seu revestimento interno, cujas células originais são substituídas por células semelhantes às do intestino (metaplasia intestinal especializada ou Esôfago de Barrett). Quando não tratado apresenta um risco de evoluir para câncer em até 10% dos casos.
Como se desenvolve?
O refluxo para o esôfago do conteúdo do estômago contendo ácido e secreções bilio-pancreáticas agride o revestimento esofágico. Na tentativa de se "proteger" dessa agressão, o organismo substitui esse revestimento por um outro mais resistente.
O que se sente?
O Esôfago de Barrett, por si só, não provoca sintomas. Os sintomas são os da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), principalmente: queimação na "boca do estômago" ou atrás do peito, regurgitação, dor ou dificuldade para engolir.
Como o médico faz o diagnóstico?
O diagnóstico é baseado nas alterações observadas na endoscopia e confirmado pela histologia (microscopia) de fragmentos obtidos por biópsia durante a endoscopia. O exame histológico permite avaliar o grau de alteração da mucosa esofágica que, quando muito intenso, alerta para o risco de câncer.
Como se trata?
Em geral o tratamento é clínico, como o da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Consiste de alterações comportamentais e administração de medicamentos que diminuam a acidez do estômago (ver artigo sobre DRGE para detalhes). Nos casos de alteração com maior gravidade (displasia de alto grau), recomenda-se o tratamento cirúrgico.
Como se previne?
Através do tratamento clínico e medicamentoso. Cabe o acompanhamento por endoscopia a cada 3-5 anos nos casos onde não há displasia. Quando ocorre a displasia de baixo grau, recomenda-se o exame anual. O objetivo desse acompanhamento periódico é a detecção precoce de lesões que tenham maior potencial de evoluir para Câncer de Esôfago.
Hipotiroidismo
Sintomas do hipotiroidismo
Adultos: fala lenta e roca, memória prejudicada, reflexos lentos, pele seca, sensibilidade aumentada ao frio e calor, obesidade e ganho de peso, depressão (especialmente em idosos), anemia, metabolismo lento, constipação, fadiga, falta de fôlego, necessidade de sono aumentada, perda de desejo sexual, dor em articulações e músculos, palidez, irritabilidade, ciclos menstruais anormais, infertilidade ou dificuldade de engravidar, colesterol elevado.
Crianças:
Idade muito nova: problemas para comer, constipação, ronco, sono em excesso.
Fase em que começa a andar: abdome protuberante, pele seca, dentes demorando a nascer.
Depois de começar a andar: falta de crescimento normal, estatura anormalmente pequena para a idade, inteligência abaixo do normal para a idade.
Tratamento de hipotiroidismo
Substituição dos hormônios tiróides ao tomar comprimidos de tiroxina (T4), geralmente na forma de levotiroxina. Há controvérsia sobre a utilidade de administrar triiodotironina (T3), já que o fígado converte T4 em T3. Deficiência na dieta de certos minerais e iodo podem ocasionar hipotiroidismo, então a suplementação desses pode ser um tratamento eficiente.
Hipertiroidismo
O hipertiroidismo é a síndrome clínica causada pelo excesso de tiroxina (T4) ou triiodotironina (T3), ou ambos. A principais causas são: doença de Graves, adenoma tóxico, bócio multinodular tóxico e tireoidite subaguda.
Sinais e sintomas do hipertiroidismo
Os principais sintomas do hipertiroidismo são : perda de peso, fadiga, fraqueza, hiperatividade, irritabilidade, apatia, depressão e transpiração. Adicionalmente, os pacientes podem apresentar uma variedade de sintomas como palpitações, arritmias, dispnéia, infertilidade, perda dd libido, náusea, vômito e diarréia. Em pessoas mais velhas esses sintomas clássicos podem não estar presentes, apenas a fadiga e perda de peso.
Manifestações neurológicas incluem tremor, miopatia e paralisia periódica. Infarto de origem cardioembólica é umas das complicações mais sérias do hipertiroidismo.
domingo, 8 de março de 2009
Leucemia
A palavra leucemia refere-se um grupo de cânceres que afetam as células brancas do sangue. Leucemia se desenvolve na medula óssea, a qual produz três tipos de células sanguíneas:
1. Células vermelhas que contêm hemoglobina e são responsáveis por transportar oxigênio pelo corpo.
2. Células brancas que combatem infecções.
3. Plaquetas que auxiliam a coagulação sanguínea.
Leucemia é caracterizada pela produção excessiva de células brancas anormais, superpovoando a medula óssea. A infiltração da medula óssea resulta na diminuição da produção e funcionamento de células sanguíneas normais. Dependendo do tipo, a doença pode se espalhar para os nódulos linfáticos, baço, fígado, sistema nervoso central e outros órgãos e tecidos, causando inchaço na área afetada.
Sintomas da leucemia
Danos à medula óssea resultam na falta de plaquetas no sangue, as quais são importantes para o processo de coagulação. Isso significa que pessoas com leucemia podem sangrar excessivamente. As células brancas do sangue, que estão envolvidas no combate a agentes patogênicos, podem ficar suprimidas ou sem função, colocando o paciente sob risco de infecções.
Já a deficiência de células vermelhas ocasiona anemia, a qual pode causar falta de ar e fadiga. Pode ocorrer dor nos ossos ou articulações por causa da extensão do câncer a essas áreas. Dor de cabeça e vômito podem indicar que o câncer disseminou-se até o sistema nervoso central. Em alguns tipos de leucemia pode os nódulos linfáticos podem ficar dilatados. Todos esses sintomas podem também ser atribuídos a outras doenças. Para o diagnóstico é preciso fazer teste de sangue e biópsia da medula óssea.
Quatro principais tipos de leucemia
Leucemia é um termo amplo que cobre um espectro de doenças
Leucemia aguda x crônica
Leucemia é dividida clinicamente e patologicamente nas formas aguda e crônica.
* Leucemia aguda é caracterizada pele crescimento rápido de células sanguíneas imaturas. Esse apinhamento torna a medula óssea incapaz de produzir células sanguíneas saudáveis. A forma aguda de leucemia pode ocorrer em crianças e adultos jovens, O tratamento imediato é necessário na leucemia aguda devido à rápida progressão e acúmulo de células malignas, as quais entram na corrente sanguínea e se espalham para outras partes do corpo. Se não houver tratamento, o paciente morrerá em alguns meses ou até semanas.
* Leucemias crônicas são distinguidas pelo acúmulo de células sanguíneas relativamente maduras porém ainda assim anormais. Geralmente levando meses ou anos para progredir, as células brancas anormais são produzidas numa taxa bem maior que as normais. Leucemia crônica geralmente ocorre em pessoas idosas, mas pode afetar qualquer faixa etária. Enquanto a leucemia aguda deve ser tratada imediatamente, a forma crônica alguma vezes é monitorada por algum tempo antes do tratamento, para assegurar a eficiência máxima da terapia.
Leucemia linfóide x mielóide
Ainda, as doenças são classificadas de acordo com o tipo de células anormais mais encontradas no sangue. Quando a leucemia afeta as células linfócitas, é chamada de linfóide. Já quando as células mielóides são afetadas, a doença é chamada leucemia mielóide.
Prevalência dos quatro tipos de leucemia
* Leucemia linfóide aguda é a mais comum em crianças pequenas. Ela também afeta adultos, especialmente os de mais de 65 anos.
* Leucemia mielóide aguda ocorre mais em adultos do que em crianças.
* Leucemia linfóide crônica afeta mais adultos acima de 55 anos de idade. Algumas vezes ocorre em adultos jovens, mas quase nunca em crianças.
* Leucemia mielóide crônica ocorre principalmente em adultos. Um número muito pequeno de crianças é afetado.
Causas da leucemia
A causa exata da leucemia não é conhecida, mas ela é influenciada por fatores genéticos e ambientais. Como outros tipos de câncer, as leucemias resultam de mutações somáticas no DNA, as quais podem ocorrer espontaneamente ou devido à exposição à radiação ou substâncias cancerígenas, e tem sua probabilidade influenciada por fatores genéticos. Vírus também têm sido associados a algumas formas de leucemia. Anemia de Fanconi também é um fator de risco para o desenvolvimento de leucemia mielóide aguda.
Prognóstico e tratamento da leucemia
O prognóstico e tratamento diferem de acordo com o tipo de leucemia. O tratamento deve ser moldado de acordo com o tipo de leucemia e características do paciente.
Leucemia mielóide aguda
Fig. 1 Fig. 2 | A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos) de origem, na maioria das vezes, não conhecida. Ela tem como principal característica o acúmulo de células jovens (blásticas) anormais (Fig. 1) na medula óssea, que substituem as células sangüineas normais. A medula é o local de formação das células sangüíneas, ocupa a cavidade dos ossos (Fig. 2) (principalmente esterno e bacia) (Fig. 3) e é conhecida popularmente por tutano. Nela são encontradas as células mães ou precursoras, que originam os elementos figurados do sangue: glóbulos brancos, glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e plaquetas (Fig. 4). Os principais sintomas da leucemia decorrem do acúmulo dessas células na medula óssea, prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos (causando anemia), dos glóbulos brancos (causando infecções) e das plaquetas (causando hemorragias).Depois de instalada, a doença progride rapidamente, exigindo com isso que o tratamento seja iniciado logo após o diagnóstico e a classificação da leucemia. Segundo as Estimativas de Incidência de Câncer no Brasil para 2006, publicadas pelo INCA, as leucemias atingirão 5.330 homens e 4.220 mulheres este ano. | Fig. 3 |
Fig. 4 |
Diagnóstico
As manifestações clínicas da leucemia aguda são secundárias à proliferação excessiva de células imaturas (blásticas) da medula óssea, que infiltram os tecidos do organismo, tais como: amígdalas, linfonodos (ínguas), pele, baço, rins, sistema nervoso central (SNC) e outros. A fadiga, palpitação e anemia aparecem pela redução da produção dos eritrócitos pela medula óssea. Infecções que podem levar ao óbito são causadas pela redução dos leucócitos normais (responsáveis pela defesa do organismo).
Fig. 5 | Verifica-se tendência a sangramentos pela diminuição na produção de plaquetas (trombocitopenia). Outras manifestações clínicas são dores nos ossos e nas articulações. Elas são causadas pela infiltração das células leucêmicas nos ossos. Dores de cabeça, náuseas, vômitos, visão dupla e desorientação são causados pelo comprometimento do SNC. |
Fig. 6 | A suspeita do diagnóstico é reforçada pelo exame físico. O paciente pode apresentar palidez, febre, aumento do baço (esplenomegalia) e sinais decorrentes da trombocitopenia, tais como epistaxe (sangramento nasal), hemorragias conjuntivais, sangramentos gengivais, petéquias (pontos violáceos na pele) (Fig. 5) e equimoses (manchas roxas na pele) (Fig. 6). Na análise laboratorial, o hemograma estará alterado, porém, o diagnóstico é confirmado no exame da medula óssea (mielograma). |
Tratamento
Como geralmente não se conhece a causa da leucemia, o tratamento tem o objetivo de destruir as células leucêmicas, para que a medula óssea volte a produzir células normais. O grande progresso para obter cura total da leucemia foi conseguido com a associação de medicamentos (poliquimoterapia), controle das complicações infecciosas e hemorrágicas e prevenção ou combate da doença no sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Para alguns casos, é indicado o transplante de medula óssea. O tratamento é feito em várias fases. A primeira tem a finalidade de atingir a remissão completa, ou seja, um estado de aparente normalidade que se obtém após a poliquimioterapia. Esse resultado é conseguido entre um e dois meses após o início do tratamento (fase de indução de remissão), quando os exames não mais evidenciam células leucêmicas. Isso ocorre quando os exames de sangue e da medula óssea (remissão morfológica) e o exame físico (remissão clínica) não demonstram mais anormalidades.
Entretanto, as pesquisas comprovam que ainda restam no organismo muitas células leucêmicas (doença residual), o que obriga a continuação do tratamento para não haver recaída da doença. Nas etapas seguintes, o tratamento varia de acordo com o tipo de leucemia (linfóide ou mielóide), podendo durar mais de dois anos nas linfóides e menos de um ano nas mielóides. São três fases: consolidação (tratamento intensivo com substâncias não empregadas anteriormente); reindução (repetição dos medicamentos usados na fase de indução da remissão) e manutenção (o tratamento é mais brando e contínuo por vários meses). Por ser uma poliquimioterapia agressiva, pode ser necessária a internação do paciente nos casos de infecção decorrente da queda dos glóbulos brancos normais pelo próprio tratamento.
Principais Procedimentos Médicos no Tratamento da Leucemia
1. Mielograma: É um exame de grande importância para o diagnóstico (análise das células) e para a avaliação da resposta ao tratamento, indicando se, morfologicamente, essas células leucêmicas foram erradicadas da medula óssea (remissão completa medular). Esse exame é feito sob anestesia local e consiste na aspiração da medula óssea seguida da confecção de esfregaços em lâminas de vidro, para exame ao microscópio. Os locais preferidos para a aspiração são a parte posterior do osso ilíaco (bacia) e o esterno (parte superior do peito). Durante o tratamento são feitos vários mielogramas.
2 - Punção lombar: A medula espinhal é parte do sistema nervoso, que tem a forma de cordão, e por isso é chamada de cordão espinhal. A medula é forrada pelas meninges (três membranas). Entre as meninges circula um líquido claro denominado líquor. A punção lombar consiste na aspiração do líquor para exame citológico e também para injeção de quimioterapia com a finalidade de impedir o aparecimento (profilaxia) de células leucêmicas no SNC ou para destruí-las quando existir doença (meningite leucêmica) nesse local. É feita na maioria das vezes com anestesia local e poucas vezes com anestesia geral. Nesse último caso, é indicado em crianças que não cooperam com o exame.
3 - Cateter Venoso Central: Como o tratamento da leucemia aguda pode alcançar até três anos de duração e requer repetidas transfusões e internações, recomenda-se a implantação de um cateter de longa permanência em uma veia profunda, para facilitar a aplicação de medicamentos e derivados sangüíneos além das freqüentes coletas de sangue para exames, evitando com isso punções venosas repetidas e dolorosas.
4 - Transfusões: Durante o tratamento, principalmente na fase inicial, os pacientes recebem, quase diariamente, transfusões de hemáceas e de plaquetas, enquanto a medula óssea não recuperar a hemopoese (produção e maturação das células do sangue) normal.
Doença de Alzheimer
O que é?
A Doença de Alzheimer é uma doença do cérebro, degenerativa, isto é, que produz atrofia, progressiva, com início mais freqüente após os 65 anos, que produz a perda das habilidades de pensar, raciocinar, memorizar, que afeta as áreas da linguagem e produz alterações no comportamento.
Quais as causas da doença?
As causas da Doença de Alzheimer ainda não estão conhecidas, mas sabe-se que existem relações com certas mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas. Alguns estudos apontam como fatores importantes para o desenvolvimento da doença:
| Aspectos neuroquímicos: diminuição de substâncias através das quais se transmite o impulso nervoso entre os neurônios, tais como a acetilcolina e noradrenalina. | |
| Aspectos ambientais: exposição/intoxicação por alumínio e manganês. | |
| Aspectos infecciosos: como infecções cerebrais e da medula espinhal. | |
| Pré-disposição genética em algumas famílias, não necessariamente hereditária. |
Sintomas
"Eu vivo me esquecendo..."
"Não me lembro onde deixei..."
"Doutor, facilmente esqueço dos números de telefone e de pagar contas."
"Doutor, minha mãe esqueceu meu aniversário...Doutor, meu pai se perdeu..."
São esses os tipos de queixas que se ouvem, às quais geralmente os amigos e familiares reportam como "coisas da idade". Entretanto, se alguma pessoa de suas relações esquecer o caminho de casa ou não se lembra de jeito algum, ou só com muito esforço, de um fato que aconteceu, procure um médico. Pode não ser algo importante, entretanto pode ser também um início da Doença de Alzheimer que não tem cura, mas cujo tratamento precoce atrasa o desenvolvimento da doença, produz alguma melhora na memória, torna mais compreensível as mudanças que vão ocorrer na pessoa e melhora a convivência com o doente.
Na fase inicial da doença, a pessoa afetada mostra-se um pouco confusa e esquecida e parece não encontrar palavras para se comunicar em determinados momentos; às vezes, apresenta descuido da aparência pessoal, perda da iniciativa e alguma perda da autonomia para as atividades da vida diária.
Na fase intermediária necessita de maior ajuda para executar as tarefas de rotina, pode passar a não reconhecer seus familiares, pode apresentar incontinência urinária e fecal; torna-se incapaz para julgamento e pensamento abstrato, precisa de auxílio direto para se vestir, comer, tomar banho, tomar suas medicações e todas as outras atividades de higiene. Pode apresentar comportamento inadequado, irritabilidade, desconfiança, impaciência e até agressividade; ou pode apresentar depressão, regressão e apatia.
No período final da doença, existe perda de peso mesmo com dieta adequada; dependência completa, torna-se incapaz de qualquer atividade de rotina da vida diária e fica restrita ao leito, com perda total de julgamento e concentração. Pode apresentar reações a medicamentos, infecções bacterianas e problemas renais. Na maioria das vezes, a causa da morte não tem relação com a doença e sim com fatores relacionados à idade avançada.
Diagnóstico
Uma das dificuldades em realizar um diagnóstico de Doença de Alzheimer é a aceitação da demência como consequência normal do envelhecimento.
O diagnóstico de Doença de Alzheimer é feito através da exclusão de outras doenças que podem evoluir também com quadros demenciais. Por exemplo:
| Traumatismos cranianos | |
| Tumores cerebrais | |
| Acidentes Vasculares Cerebrais | |
| Arterioesclerose | |
| Intoxicações ou efeitos colaterais de medicamentos | |
| Intoxicação por drogas e álcool | |
| Depressão | |
| Hidrocefalia | |
| Hipovitaminoses | |
| Hipotireoidismo |
Tratamento
Não existe cura conhecida para a Doença de Alzheimer, por isso o tratamento destina-se a controlar os sintomas e proteger a pessoa doente dos efeitos produzidos pela deterioração trazida pela sua condição. Antipsicóticos podem ser recomendados para controlar comportamentos agressivos ou deprimidos, garantir a sua segurança e a dos que a rodeiam.
A doença de Alzheimer não afeta apenas o paciente, mas também as pessoas que lhe são próximas. A família deve se preparar para uma sobrecarga muito grande em termos emocionais, físicos e financeiros. Também deve se organizar com um plano de atenção ao familiar doente, em que se incluam, além da supervisão sociofamiliar, os cuidados gerais, sem esquecer os cuidados médicos e as visitas regulares ao mesmo, que ajudará a monitorar as condições da pessoa doente, verificando se existem outros problemas de saúde que precisem ser tratados.